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]]>Antes da atração internacional dar início à sua apresentação no evento, outros artistas protagonizaram painéis no mesmo espaço. Seguindo a programação:
Às 16h, com mediação de Mari Palma e Marcelo Forlani, Ingrid Guimarães e Suzane Garcia deram detalhes do filme “Minha Irmã e Eu”, com estreia marcada para o dia 28 de dezembro. Durante a participação, as profissionais mencionaram Tatá Werneck, outra estrela do longa-metragem, e o jeito da humorista, cuja marca é improvisar na atuação.
Depois, Maria e Milhem Cortaz falaram sobre “Bandida”, dando espaço, para, em seguida, Jesuíta Barbosa, que interpretará Ney Matogrosso na cinebiografia “Homem com H”. Conversando com o público, ele pontuou que o cantor, ativo em todo processo, é um dos artistas “mais performáticos”, além do desafio de dar vida à um ícone vivo nas telinhas.
Por fim, encerrando as ações da Paris Filmes – cujo intuito era valorizar o cinema nacional – , Edmilson Filho e Halder Gomes chegaram simulando uma lutinha, para divulgar “Central de Inteligência Cearense”. Giulia Benite e Pedro Motta, estrelas de “Chama a Bebel”, encerraram as atividades, com um recado sobre sustentabilidade.
Então, veio Lana Parrilla. Conhecida pelo papel de Rainha Má na série “Once Upon a Time”, a atriz marcou presença na CCXP pela terceira vez. Ela, que é recordista de fotos e autógrafos no evento, esbanjou carisma, chamou os admiradores brasileiros de “únicos”, arriscou palavras em português – como “obrigada” e “te amo” – e ainda participou de uma brincadeira com os fãs.
Na ocasião, a artista – sentada em uma espécie de trono – escolheu “One”, faixa do U2, para celebrar o momento, pois “todos somos um e precisamos demonstrar isso com nossas atitudes”. Depois, mencionou o filme “Atlas”, no qual contracenará com Jennifer Lopez – chamada por ela de “muito profissional e esforçada”. Na trama futurista e com temática de fim de mundo, ela será uma cientista e a mãe da personagem de JLo em flashbacks.
A respeito de outros assuntos, a norte-americana contou sobre o amor por pão de queijo e beijinho, revelou a vontade de conhecer o Peru, Chile e Japão e anunciou uma nova música dançante para dezembro. Outros trabalhos, segundo ela, estarão à caminho em 2024.
Às 18h, Bruce Dickinson entrou em meio aos fogos, imagens de arquivo e à projeção do “The Mandrake Project” nos telões do Palco Thunder. Vestindo uma blusa do projeto, ele foi ovacionado com potentes sons de “Olê Olê Olê Bruce Bruce” advindos da plateia. Quando pronunciou o típico “scream for me CCXP”, todo o auditório lotado já estava entregue.
Logo no início, ele mostrou uma foto antiga do Iron Maiden no telão e relembrou a passagem da banda no Rock in Rio 1985. Como explicou posteriormente no Palco Omelete, apesar de caótico, tal show (realizado quando muitos dos presentes “nem eram nascidos”) o surpreendeu pelo amor e paixão dos fãs brasileiros – descritos por ele como “a melhor plateia do mundo”.
Sem mais delongas – e com algumas piadinhas, incluindo sobre o barulho externo -, o cantor passou a focar no “The Mandrake Project”. Além das músicas, o material ganhará uma HQ, com 12 capítulos, divididos em 3 volumes. Dickinson idealizou o conceito, enquanto Tony Lee ficou encarregado do roteiro e Staz Johnson das ilustrações. Segundo o artista, “a música e as HQS tem um casamento”.
A história, centrada num “mundo em que a ciência conquistou a morte” e protagonizada pelo personagem Doutor Necropolis, será sombria e adulta, tratando de temas como abuso e corrupção. William Blake, poeta, pintor e “artista mais rock and roll do planeta” nas palavras de Dickinson, serviu de inspiração no processo de criação da trama – desenvolvida por ligações de Zoom com “um cara chamado Kurt”.
De acordo com o vocalista, demorou para que o projeto tomasse forma devido à falta de tempo. Em 2014, até pensou em um novo disco, mas, devido ao câncer na garganta, à pandemia e aos compromissos da Donzela de Ferro, precisou adiar a ideia.
Para ilustrar a conversa, Bruce Dickinson cantou a capella “Revelation”, faixa do álbum “Piece of Mind” (1983), destacou as datas brasileiras da turnê do projeto inédito – falando em tom divertido sobre as taxas caras de ingressos online no Brasil – e, em primeira mão, transmitiu duas vezes o clipe de “Afterglow of Ragnarok” (disponível agora no YouTube).
O vídeo conceitual, na verdade, não para por aí e terá uma continuação. Quando voltar para a Inglaterra, Bruce planeja gravar a segunda parte. Claro que, como um bom frequentador do país, ele não podia deixar de brincar sobre a possibilidade de rodar a sequência no Brasil.
A seguir, as datas dos shows em território nacional no ano que vem:
O Palco Thunder também recebeu nesta quinta-feira (30) Sandy, estrela do filme “Evidências do Amor” ; e Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth e George Miller para promover “Furiosa”, que deve sair no dia 24 de maio. Você confere as atrações dos outros dias de CCXP23 clicando aqui. O evento continua até domingo (3).
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A CCXP 2023 começa oficialmente nesta quinta-feira (30) e vai até domingo (03) no São Paulo Expo Center. O evento completa nesta edição 10 anos de existência e promete trazer a costumeira homenagem à cultura pop. Nomes renomados como Chris Hemsworth, Zendaya, Timothé Chalamet e Jodie Foster estão entre as atrações anunciadas.
A Alpha teve acesso ao “Spoiler Night”, noite na qual a mídia e influenciadores visitam a estrutura já montada da CCXP e podem conferir os principais estandes. Entre os destaques desta edição estão um estande dedicado ao filme “Barbie”, no qual os participantes podem utilizar vestimentas rosas e brilhantes, até participar de um concurso de dança valendo brindes.
No entanto, quem não gostou da principal da estreia deste ano, os organizadores trouxeram os grandes estúdios como Warner Bros, Universal Pictures, HBO Max e Marvel Studios. Os estandes contam com ativações para os fãs de franquias como House of Dragon, Harry Potter, Duna e até estreias recentes como “Wonka”, o longa-metragem que promete contar a história do personagem mais icônico do filme “A Fábrica de Chocolate” (estreia 07 de dezembro).
Em termos de alimentação, o local está bem servido com três praças de alimentação diferentes com restaurantes como China in Box, Spoleto, Johnny Rockets, Gendai e Rei do Matte. Os preços são altos, como já é esperado de qualquer evento de grande porte. Um combo de hambúrguer, batata frita e refrigerante sai em média R$ 60. É bom ir com o bolso preparado. Para quem for fã da série Friends fica a dica: Johnny Rockets está com brindes dos 6 personagens centrais.
Ainda falando de bolso, para quem quiser fazer compras na CCXP 2023 também haverão opções. A Legião Nerd está com um estande repleto de Funkos Pop e itens que fazem referência a filmes e série. Inclusive, para quem fizer a compra no evento consegue um cashback de 10% na loja física no bairro da Liberdade, em São Paulo.
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]]>O post The Lumineers faz show emocionante e aquece o público no Espaço Unimed apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
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Quem abriu o show foi o grupo Terno Rei, cantando hits como “Dias da Juventude” e “Dia Lindo”. Eles puderam ouvir a plateia cantar em alto e bom som a música “Solidão de Volta”, fruto do álbum lançado em 2019, chamado “Violeta”.
“Para quem chegou agora somos o Terno Rei e estamos muito felizes de celebrar esse dia, ficamos muito felizes de abrir esse show, ouvimos muito o The Lumineers e hoje é um dia lindo”, disse o vocalista fazendo referência a uma de suas músicas.
The Lumineers entrou no palco ao som de “Desperado” da Rihanna e surpreendeu o público com a escolha da música, todas as luzes ficaram vermelhas e o grupo entrou no palco com uma plateia muito agitada. A setlist começou com um clássico “Cleopetra”, um dos maiores hits da banda e a plateia entoou alto o verso “But I was late for this, late for that. Late for the love of my life”.
Logo em seguida veio “Flowers” e “Ho Hey”, que já foi trilha sonora da novela “Sangue Bom” com Sophie Charlotte e Marcos Pigossi. “A última vez que viemos para o Brasil foi há 9 anos atrás, obrigado por terem esperado tanto tempo pela nossa volta. Toda vez que postamos alguma coisa nas redes sociais, alguém comenta “Come To Brazil”, disse Wesley, fazendo o público rir.
Na sequência tocaram “Angela” e durante a apresentação teve pedido de casamento na plateia, o que deixou o público vibrando e rendeu uma salva de palmas para o casal. Antes de cantar “Dead Seat”, o vocalista se emocionou ao contar que escreveu após um acidente de carro que sofreu com a esposa há alguns anos “O nosso carro capotou três vezes, saímos desse acidente com alguns ossos quebrados, mas vivos, tudo aconteceu muito rápido e essa música é sobre isso, mas ela se tornou algo além. Se me dissessem na época que eu estaria aqui me apresentando em São Paulo eu não acreditaria, então obrigado por estarem aqui e me trazerem de volta”.
Além disso, ele também contou que casais geralmente falam que sua primeira dança juntos foi ao som de “Ho Hey”. “Muitos contam que sua primeira dança foi ao som de “Ho Hey”, mas essa música é sobre o término. Mas essa que vamos tocar agora é sobre o amor, recomendo que se casem com essa”, afirmou ele de forma brincalhona. Sendo assim, Wesley ainda fez uma ressalva, contando que sua esposa afirmou que ele era seu “dead seat” e isso foi uma das coisas mais românticas que ele já ouviu.
Durante “Where We Are” o pianista, que tocava descalço, pediu para o público levantar os braços e a galera seguiu o pedido provando que as pessoas que estavam ali eram fãs de verdades.
Em “Slow It Down” o globo de discoteca acendeu, iluminando o espaço de uma forma romântica, deixando o ambiente com uma luz encantadora. E teve mais, durante uma das músicas o vocalista desceu, pulou a grade e cantou no meio do público, uma fã chegou a colocar uma coroa de flores em sua cabeça, ao qual ele recebeu com agrado e deixou até o fim da canção.
Quem merece um destaque é a violinista, Lauren Jacobson, que deu um show em “Gale Song”, ela que até então ela se mostrava tímida no palco, brilhou de forma radiante durante a canção. No decorrer de “Sleep On the Floor” surgiram três bandeiras no Brasil no palco. Eles também ficaram em uma pose, como se fossem estátuas, a luz diminuiu e só apareciam suas sombras, um momento muito bonito que levou o público a um barulho ensurdecedor.
No fim eles terminaram com “Stubborn Love”, onde o público gritou com todo o ar nos pulmões o verso “It’s better to feel pain than nothing at all. The opposite of love’s indifference”. Além de agradecerem o Terno Rei e o Brasil pelo carinho e presença, The Lumineers fez um show digno, emocionante, agitado e sem dúvida, muito bonito.
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]]>O post Sexta-feira (10) de SPFW brilha com protagonismo de David Lee e Ronaldo Silvestre apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
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O desfile de Silvestre atrasou cerca de uma hora, porém, não deixou a desejar, muito pelo contrário, o estilista entregou muito com a sua coleção “É sobre o Brasil”, ele buscou trazer para a passarela cores, sobreposições e estampas que lembrassem a cultura pop brasileira, mais focada na figura icônica de Carmem Miranda.
Um detalhe especial é que a coleção foi realizada por 60 mulheres que estão aprendendo corte e costura na ONG formada pelo próprio, conhecida como ITI – Igualdade, Transformação & Inovação Social, foi fundada em 2009. A ONG atua na capacitação profissional, geração de renda, empreendedorismo e equidade de gênero.
Exatamente por falar sobre o Brasil que a cartela de cores foi dominada pelo verde e amarelo presentes na bandeira. Além disso, pode-se observar muita extravagância nos bordados e formas, dando preferência pelas técnicas manuais ancestrais, como o macramê, técnica essa que não utiliza ferramentas para ser confeccionado, sendo assim uma forma de tecelagem manual apenas com uso de nós em linhas.
O beauty artist responsável pelo desfile foi Ricardo dos Anjos que para incorporar o dourado dos acessórios, fez com que muitas das sobrancelhas fossem coloridas pela cor do ouro. Ademais, os cabelos eram muito contrastantes: ou numa versão volumosa ou super lisos, e até em versão nuvem.
Já “Barlavento”, coleção assinada por David Lee, aconteceu na sequência. Com uma proposta diferente e um pouco mais esportiva, o desfile contou com muita leveza e fluidez, uma vez que, tem o vento como referência e ponto de reflexão para a coleção.
Foi a partir das pipas de kitesurf, esporte muito praticado em Fortaleza, é que Lee começou a pensar nas peças,e é daí que veio os shorts mais curtinhos, vestidos e jaquetas e acessórios feitos em lona reutilizada. “Essa é uma coleção que tem um upgrade muito grande de pesquisa têxtil, como também da própria imagem do que esperar da David Lee”, disse ele em entrevista exclusiva a Alpha.
Sobre a questão da sustentabilidade, David ressalta: “Uso muito crochê e ele é uma das artesanias mais sustentáveis porque trabalhamos com linha, então quase nunca há desperdício. Então, o pouco que sobra a gente pode fazer mais”. Juntando a ideia do vento com o crochê, mais um tecido com mais pelo, jeans com lavagem a laser e espirais que lembram o ar, temos uma das melhores coleções já apresentadas pelo estilista.
Quem assina a beleza artística da produção é Maxweber Lira, que define a maquiagem como “Invernal, natural, sofisticada e com uma pegada de abuso”.Segundo ela os passos foram: primer, hidratação da pele, um olho mais puxado, muito blush e um toque de gloss para finalizar. Lira foi chamada por David para ser beauty artist “Estou muito feliz, principalmente por ser a única travesti que assina um desfile nesta edição da São Paulo Fashion Week. Isso é uma coisa que tenho a ressaltar, a gente escuta falar de tanta diversidade, mas na realidade eu não a vejo muito”.
No final do dia o evento estava lotado e vale falar que as marcas Greg Joey, Apartamento 03, Weider Silveiro, HIST e Dendezeiro também se apresentaram no dia 10.
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]]>O post Banda Hey Jude agita Shopping Vila Olímpia com clássicos dos Beatles apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
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Com um repertório extremamente fiel ao do quarteto. Eles imitam desde os timbres de voz aos figurinos, dos arranjos aos trejeitos e diálogos em inglês no palco, tudo para oferecer uma sensação indescritível de estar com eles ao vivo.
Formada por Cesar Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison), Renato Almeida (Ringo Starr) e Thiago Gentil (John Lennon), a banda já tocou e gravou no mitológico estúdio Abbey Road, no qual os Beatles gravaram quase todo seu repertório, além de ter tocado no encerramento oficial do Annual Beatles Convention (Beatle Week), em Liverpool, na Inglaterra, para mais de 100 mil pessoas.
Quando questionados sobre o porquê de terem escolhido a banda icônica, a resposta foi simples. “Eles são a melhor banda do mundo. Na verdade, acho que foram os Beatles que escolheram a gente. Eles revolucionaram a música, o mundo, o comportamento, a vestimenta, tudo”, afirmaram.
“Acho que não vai existir nada que vá mudar o mundo como os Beatles, somente a internet mesmo”, contaram eles. A banda abriu o show com “I Saw Her Standing In There” e o público ainda tímido ficou nas cadeiras cantando baixinho, já quando a setlist estava na metade em “Ticket To Ride” a audiência saiu das cadeiras e começou a dançar, entre pessoas mais velhas e crianças, todo mundo se divertiu. Não é atoa que eles podem ser considerados uma das melhores bandas cover do Beatles no mundo.
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]]>O post Alceu Valença faz show eletrizante no Tokio Marine Hall apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
]]>O artista fez um show solo em São Paulo, uma apresentação que faz parte da turnê “Alceu Dispor”. Em mais de uma hora e meia de cantoria, Alceu contou histórias, animou uma plateia conhecedora de seus grandes sucessos e ainda teve tempo de fazer brincadeiras para aliviar o clima.
A tour começou neste ano na Europa, passando por 8 cidades como Amsterdam, Barcelona e Lisboa. A empreitada vai virar inclusive um documentário, com 5 episódios mostrando os bastidores desta viagem para o Velho Mundo.
No entanto, aqui em São Paulo, Alceu encontrou um território já bem conhecido e um público que sabia na ponta da língua as suas letras mais icônicas. O repertório do show passou por sucessos como “Pelas Ruas Que Eu Andei”, “La Belle de Jour” e “Anunciação”. Mas Alceu não deixou de fazer um aceno às suas origens e tocou canções como “Baião”, “Morena” e “Pisa na Fulô”. Tudo sempre com muita animação e um sorriso largo no rosto de um dos principais expoentes da música nordestina.
Como costumeiro, Alceu apresentou cada músico de sua banda e aproveitou a deixa para contar sobre sua juventude e até explicar um pouco sobre seu estilo musical. Foi o próprio Rei do Baião, Luiz Gonzaga, quem nomeou a produção artística de Alceu como “pífano elétrico”. Ele explica o que é o instrumento como “duas flautas que tocam juntas”. O cantor de São Bento do Una até encantou o público com sua anedota do jornalista do The New York Times que o caracterizou uma vez como o “rock que não é rock”.
Entretanto, uma das partes mais interessantes da experiência de ver o cantor ao vivo é a interação com o público. Ao tocar “Girassol”, por exemplo, Alceu deixa a plateia cantar palavra por palavra um dos refrões mais chicletes de sua discografia. Em “Táxi Lunar”, o Tokio Marine Hall se encheu de lanternas de celular e todas as luzes do palco ficaram baixas, numa simulação de uma viagem espacial.
Para encerrar a apresentação, Alceu Valença recorreu à comédia e fingiu sair do palco “Eu vou sair e você falam “Alceu, cadê você? Eu vim aqui só para te ver”. Ao fazer uma cena para se retirar, ele ainda completou dizendo “Todo artista é mentiroso. O único que tem coragem que admitir isso sou eu”. Mesmo sem a dramatização de Alceu, os espectadores ainda assim pediriam mais, só para poder cantar “Morena Tropicana”.
Com 77 anos e uma disposição invejável, o cantor, compositor e instrumentista Alceu Valença trouxe ao Tokio Marine Hall cor para um sábado cinza. Definitivamente, uma experiência que fez todo público ter vontade de levantar da cadeira e dançar junto com o artista.
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]]>O post Alanis Morissette emociona Allianz Parque com show celebrando o álbum “Jagged Little Pill” apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
]]>Em junho de 1995, a carreira de Alanis Morissette mudou para sempre. Naquele período, a cantora disponibilizou seu terceiro álbum de estúdio, “Jagged Little Pill”, que inclui os seus maiores sucessos até hoje e que consolidou sua música mundo afora. Não é à toa que é considerado pela revista Rolling Stone o 69° melhor disco da história.
Por isso, era impensável não celebrar o aniversário de uma obra tão importante, não só para a trajetória da canadense, mas para toda uma legião de fãs, que viu-se abraçada pelos sentimentos de solidão, raiva e honestidade exprimidos no projeto.
Sendo assim, a cantora decidiu marcar os 25 anos do trabalho com uma turnê – realizada com certo “atraso” devido à pandemia. Na última terça-feira (14), a artista voltou ao Brasil pela primeira vez desde 2012 e trouxe seu show comemorativo para São Paulo, no Allianz Parque, onde cantou para um estádio completamente lotado e sedento. Sorridente, hiperativa e dona de uma voz poderosa, Alanis Morissette mostrou porque, mesmo tanto tempo depois, seu trabalho continua relevante.
Às 19h30, após uma intro simulando uma gravação de telefone com o produtor Rafael Ramos, Pitty subiu ao palco, como atração de abertura. O show também tinha um caráter semelhante ao da estrela da noite, já que comemorava os 20 anos do álbum “Admirável Chip Novo”. Músicas como “Teto de Vidro”, “Máscara”, “Equalize” e “Emboscada” fizeram parte do setlist.
Por mais de uma vez, a brasileira agradeceu à presença do público e disse estar emocionada e honrada pela ocasião. Também destacou como era importante ressignificar suas próprias faixas e trazê-las para o presente e pronunciou, em inglês mesmo, um “Brasil loves you Alanis, you’re welcome”. Acompanhada de Martin Mendonça (guitarra), Paulo Kishimoto (baixo) e Jean Dolabella (bateria), a cantora – que também tocou pandeiro, guitarra e pratos de mão – quase pediu uma roda para “Memórias”, mas brincou sobre a “onda” parecer mais contemplativa, e chegou a ser ovacionada no bis, depois de “Na sua Estante” – encerrando sua participação às 20h30, com “Me Adora” e, por fim, “Tiny Dancer” nas caixas de som.
Então, com cerca de 10 minutos de atraso, às 21h10, Alanis Morissette anunciou sua chegada com uma impactante introdução. Um vídeo, com várias imagens da canadense em premiações, entrevistas, programas de TV, atuando e sendo referenciada por outros artistas (inclusive cantando com Taylor Swift na “1989 World Tour”, em 2015), apareceu nos telões, até que “All I Really Want” começasse.
Puxando seu microfone de fio, com os longos cabelos castanhos voando e vestindo um sobretudo preto brilhante, Alanis entrou em grande estilo, sendo recebida de braços abertos pelo público brasileiro, independentemente da fina chuva que caía. Logo depois, tirou o casaco (revelando uma calça de couro preta e um camisetão da mesma cor escrito Family) e, em uma das raras interações diretas, afirmou que era “muito bom estar de volta, sentimos muita falta de vocês”.
As falas ficaram limitadas à apresentação da banda – formada por Michael Farrell (teclado), Jason Orme (guitarra), Cedric LeMoyne (baixo), Victor Indrizzo (bateria) e Julian Coryell (guitarra) -, “obrigada” (em português e inglês) e “como vocês estão?”, mas nem por isso, Morissette parecia distante. Na verdade, os longos sorrisos, os movimentos por todo palco (que envolveram até rodopios em “Smiling” e “Uninvited”) e a preocupação em entregar um desempenho vocal impecável – destacados em “Everything” e “Perfect” – confirmaram o carinho dela com os presentes.
Todo “Jagged Little Pill” foi executado na íntegra. Ao longo do set, ela ainda tocou gaita mais de uma vez, pegou o violão em “Head Over Feet” (claro, com toda plateia fazendo o sinal de paz) e arriscou na guitarra em “Wake Up”. Pílulas intimistas de certas músicas, parecidas com interludes, também ganharam espaço e atuaram como momentos de menor intensidade. A iluminação, apesar de discreta, ganhou tons azuis vibrantes e de longo alcance em músicas como “Mary Jane” e “Ablaze” – que, vale mencionar, dispôs de uma homenagem aos filhos da cantora no telão.
No fim das contas, a família acabou constantemente lembrada durante o set. Em “You Learn”, por exemplo, a artista mudou a letra da ponte, para citar a idade de todos os filhos. Já em “Mary Jane”, fotos dela grávida inundaram as telas – justamente nos versos “I hear you’re losing weight again, Mary Jane, do you ever wonder who you’re losin’ it for?”.
É impossível não elogiar a performance de “Ironic”. Tamanha é a força do hit que a Alanis deixou os fãs cantarem toda a primeira parte sozinhos. Enquanto isso, imagens de arquivo eram transmitidas nos telões, trazendo muita comoção. Isso porque os vídeos incluíam registros da cantora com Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters falecido em março do ano passado e membro de sua banda entre 1995 e 1997, quando participou da “Can’t Not Tour”. Uma foto mais recente do músico, com o característico sorriso e energia radiante, inundou todo Allianz Parque com os dizeres: “In Memory of Taylor Hawkins”.
Entrando no bis, “In Your House” teve uma certa “brincadeirinha”. Alanis parava a todo instante a faixa para retomá-la em diferentes estilos musicais. Ela passou pelo jazz, reggae e soltou a voz acapella. Seguindo, “Univited” contou com a arena iluminada pelas lanternas de celulares e “Thank U”, com tweets em português sobre gratidão acompanhados da hashtag #ThankUJLP25 e da mensagem “Thank You São Paulo”, ficou responsável por encerrar a noite histórica.
Por alguns segundos, Alanis ficou com as mãos juntinhas, olhando o público de maneira encantada. Soltou um “I love you so much” genuíno, antes de sair, depois de 1h40 de pura entrega, emoção, nostalgia, afinação, talento, hits e, com certeza, já saudades de novo por parte dos fãs.
Setlist:
1. “All I Really Want”
2. “Hand in My Pocket”
3. “Right Through You”
4. “You Learn”
5. “Hands Clean” (trecho)
6. “Forgiven”
7. “Everything” (trecho)
8. “Mary Jane”
9. “Diagnosis” (trecho)
10. “Reasons I Drink”
11. “Head Over Feet”
12. “So Unsexy” (trecho)
13. “Ablaze”
14. “Nemesis” (trecho)
15. “Perfect”
16. “Losing the Plot” (trecho)
17. “Wake Up”
18. “Not the Doctor”
19. “Ironic”
20. “Sympathetic Character” (trecho)
21. “Smiling”
22. “I Remain” (trecho)
23. “You Oughta Know”
24. “Your House”
25. “Uninvited”
26. “Thank U”
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]]>O post Roger Waters canta clássicos do Pink Floyd e entrega produção extraordinária durante show em São Paulo apareceu primeiro em Alpha FM - 101.7.
]]>Com histórias de bastidores, super produção e uma infinidade de clássicos, além de uma banda sintonizada e competente, Roger Waters deu um verdadeiro espetáculo no Allianz Parque, no último sábado (11), com a “This Is Not a Drill Tour”. Sem dúvidas, o show exprimiu a personalidade do cantor (que ainda tocou guitarra, violão, piano e baixo), celebrando não só as faixas do Pink Floyd, como também sua própria carreira solo.
A todo momento, o público era estimulado de alguma forma: pelas imagens nos telões, pelas palavras projetadas, pela pirotecnia, pelas luzes de longo alcance e, principalmente, pela música executada com maestria.
É necessário destacar que o show do ex-integrante do Pink Floyd foi dividido em dois sets. Depois de criar certa expectativa, com uma contagem no telão a partir dos 20 minutos anteriores, um recado foi passado aos fãs: “Senhoras e senhores, por favor, ocupem os seus lugares. O espetáculo está prestes a começar. Primeiramente, em consideração aos demais espectadores, desliguem seus celulares. Em segundo lugar, se você é um daqueles que diz ‘eu amo o Pink Floyd mas não suporto a política do Roger’, vaza pro bar.”
Ato 1
Antes de propriamente iniciar a primeira parte do repertório, às 20h20, o cantor entrou vestindo um jaleco branco, como se fosse um médico, e, diferente de outras cidades, sem empurrar uma cadeira de rodas. Na verdade, ele sentou no palco, de frente para uma cadeira vazia, enquanto anotava em uma prancheta. Um cenário quase assombrado e distópico preencheu os quatro grandes e tecnológicos telões espalhados, criando uma experiência imersiva e altamente sensorial – que incluiu trovões e sombras de pássaros voando entre as imagens.
Assim, sob esse pano de fundo, ele entoou a nova versão de “Comfortably Numb”, mais sombria e sem o solo – dividindo o palco com Jonathan Wilson (guitarra e vocais), Dave Kilminster (guitarra e vocais), Jon Carin (teclado, guitarra e vocais), Gus Seyffert (baixo e vocais), Robert Walter (teclado), Joey Waronker (bateria), Seamus Blake (saxofone) e com as poderosas Shanay Johnson e Amanda Belair (backing vocals).
A melancólica atmosfera construída mudou drasticamente para “Another Brick In The Wall”, partes II e III”, dessa vez com uma forte iluminação vermelha e fogos, além dos dizeres “Us”, “Good”, “Them”, “Evil” e um coro mais entusiasmado do público. As faixas solo “The Powers That Be”, com fortes casos de violência transmitidos nas telas em tom crítico, e “The Bravery of Being Out of Range” vieram em seguida – essa última com declarações de presidentes americanos, intitulados “criminosos de guerra”.
Nesse momento, Waters fez uma pausa para conversar um pouco com a plateia. Ele pronunciou “boa noite” e “obrigado” em português, então brincou, entre risadas:
“Iremos cantar uma nova música agora, chamada ‘The Bar’, é uma música que compus durante a pandemia. ‘The Bar’, em inglês, significa um lugar que você vai… vocês provavelmente sabem, muitos de vocês devem falar inglês. Estou com vergonha que não falo português, eu deveria, desculpa por não falar. Então, quando vamos para o bar, podemos beber ou não, encontrar amigos, mas às vezes encontramos estranhos e essa é a parte importante sobre bares, é o lugar em que conversamos com pessoas e podemos trocar opiniões. Hoje a noite, o topo desse piano é nosso bar. Tem em cima algumas garrafas com um líquido dentro, que pode ou não ser água, vamos descobrir mais tarde. O bar na verdade se estende para todo o estádio, todos vocês estão no bar, comigo e com minha banda. Estamos realmente felizes por receber vocês.”
Sentado no piano, que, de fato, continha garrafas Madre Mezcal, Roger emendou parte de “The Bar”, com a letra traduzida nos telões, e, ao som dos dizeres “vamos voltar no tempo, quando eu tocava rock em uma banda diferente”, “Have a Cigar”, que chamou atenção pelas fotos e referências ao Pink Floyd datadas de 1974 e pelas guitarras magnéticas.
Para introduzir a simbólica “Wish You Were Here” (que teve até pedido de casamento na plateia!), os telões relembraram uma icônica história envolvendo Syd Barrett, ex-companheiro do cantor no Pink Floyd, ao som do característico violão. Segue transcrição:
“Certo, vamos voltar ainda mais atrás… antes do Pink Floyd. Quando Syd e eu ainda éramos crianças em Cambridge. Em um fim de semana, nós fomos para Londres, ver um concerto pop, no Gaumont State, em Kilburn. Gene Vincent era a atração principal e os Rolling Stones também estavam no programa. Foi ótimo. Voltando para casa no trem depois, Syd e eu tínhamos tudo completamente planejado. Fizemos um acordo que quando estivéssemos na faculdade em Londres, começaríamos uma banda. Sonhamos o sonho. E, por um tempo, vivemos isso. O resto é história. Depois disso, as coisas ficaram um pouco complicadas. Alguns anos depois, em 1968, após uma reunião na Capitol Records em Los Angeles, Syd e eu paramos no semáforo em Hollywood e Vine. Syd sorriu para mim e disse: ‘é bom aqui em Las Vegas, não é?’. Então seu rosto escureceu e ele cuspiu uma palavra: ‘pessoas’. Quando você perde alguém que ama, isso serve para lembrá-lo. Isso não é um treinamento.”
Suavemente, o texto ganhou outro caráter, mais puxado ao suspense, mudando até de coloração – novamente em tons quentes, que incendiaram o Allianz Parque. Roger refletiu metaforicamente sobre problemas na vida pessoal, para executar “Shine On You Crazy Diamond” – marcada, no final, pelo solo de saxofone e por Roger levantando a própria guitarra :
“E é tão fácil se perder. Não é? Por volta da época de ‘Wish You Were Here’, outra coisa que deu errado foi o meu primeiro casamento. Então eu estava um pouco emocionalmente instável. Uma noite, jantando na cantina do Abbey Road, eu quase me perdi. Foi como olhar na direção errada através de um par de binóculos. Eu estava comendo ovos pequenos, salsicha, batata fritas e feijão com uma faca e garfo pequenos segurados em mãos bem pequenas em uma mesa pequena com uma banda pequena. Estou tendo um colapso nervoso. É assim que acontece. Então eu murmurei minhas pequenas desculpas, atravessei a pequena cantina, pela pequena porta, subi as escadas pequenas, em direção ao pequeno estúdio 3. Sentei-me ao pequeno piano de cauda. Fechei os olhos e comecei a tocar. Não faço ideia de quanto tempo fiquei lá. Mas, eventualmente, uma voz disse: ‘Roger, estamos voltando’. Respirei fundo e abri um olho. O Steinway estava de volta ao tamanho normal. Dessa vez não me perdi.”
Mais uma vez, um novo conto foi narrado pelas telas. Apesar de repetida em sequência, a ação não pareceu cansativa, visto que engrandeceu o espetáculo e contextualizou a história do artista – o que, para os fãs, com certeza foi um bônus.
“Sim, e então vieram os anos setenta. Em 1977, lançamos ‘Animals’, minha homenagem ao grande George Orwell, que estava tão certo em nos alertar sobre o futuro distópico em seus livros ‘1984’ e ‘A Revolução dos Bichos’. E também estava Aldous Huxley em ‘Admirável Mundo Novo’. E Dwight D. Eisenhower estava certo em seu discurso sobre o Complexo Militar Industrial. E eu também estava certo quando escrevi ‘Sheep’.”
Uma enorme ovelha inflável sobrevoou a pista para fazer jus à faixa “Sheep”. Diferentes desenhos do animal também preencheram o espaço. No final, com avisos sobre resistência, Waters simulou uma “lutinha” em interação com a plateia e encerrou a etapa inaugural da noite em grande estilo, com direito a fogos
Ato 2
Após cerca de 25 minutos de pausa chamada “Intermission”, Roger Waters retornou com “In the Flesh”. Foi como reviver os primeiros segundos de show, mas numa nova roupagem.
A estrela do dia voltou em uma cadeira de rodas, todo de branco, cercado de “dois enfermeiros” e explosão de fogos. Com imagens de celas, ele interpretou a faixa sentado, com os braços amarrados. Um porco voador, tradicional em seus espetáculos, planou pelo público, com barulho de sirene, olhos vermelhos e a frase “you’re up against the wall right now”.
Sob pedidos de aplausos e diversão – e agora com o cantor em pé, cantando falsamente ensaguentado – “Run Like Hell” agitou a plateia, dando então, lugar para uma “Déjà Vu” mais acústica, clamando por direitos humanos iguais para toda a população, e “Is This The Life We Really Want?”, com um expressivo Roger no piano, gesticulando e dando ênfase aos versos finais (projetados nos telões em português, inglês e espanhol).
A partir daí, a iluminação ganhou tons mais claros, puxados para o azul e verde. Assim, com certa calmaria e intimismo, vieram “Money” (com um fofo abraço entre a atração principal e Dave Kilminster) , “Us & Them”, “Any Colour You Like”, “Brain Damage” e “Eclipse”. No caso da última citada, é impossível não mencionar as luzes de arco-íris que alcançaram cada canto do estádio, tornando o momento mágico e memorável para qualquer um que estivesse assistindo, em memória ao prisma da capa de “The Dark Side of the Moon” (1973) .
Entrando no bis, embalado por gritos característicos de “olê, olê, olê, Roger, Roger”, o artista tirou mais um tempinho para conversar, descrevendo como uma “ótima experiência” a noite e agradecendo aos fãs, até entoar “Two Suns in Sunset” (com um pôr do sol ao fundo e um discurso sobre o perigo de armas nucleares).
O resto de “The Bar” atuou como um dos pontos mais engraçados e, ao mesmo tempo, emotivos. Junto dos companheiros de palco, antes da faixa, Waters bebeu um shot, em dedicação “à saúde de vocês, que têm sido tão bons com a gente”. Ao terminar a bebida, o cantor fez uma leve careta e garantiu que, realmente, o líquido não era água. Então, dedicou a letra para Bob Dylan, sua esposa Camilla, que estava presente, e seu saudoso irmão John, que morreu no ano passado, e continuou a música no piano. Luzes de celulares inundaram todos os setores da arena.
Para finalizar, introduziu cada integrante da banda e deixou o palco enfileirado com os músicos, direcionando despedidas de maneira carinhosa aos fãs. O mais legal é que, mesmo após a saideira, o show continuou. Para divertimento do público, o telão foi tomado pelo backstage, onde foi possível ver o cantor e seus instrumentistas dando sequência à “Outside The Wall”, juntos em círculo, trazendo, mais uma vez, os fãs “para dentro”.
É essa sensação que fica depois de 2h30: cada uma 47 mil pessoas presentes no Allianz Parque neste sábado (11) recebeu um vislumbre da mente de Roger Waters, de sua longa trajetória na música e, principalmente, da mensagem que ele quer transmitir em cima do palco.
Setlist:
Comfortably Numb
The Happiest Days of Our Lives
Another Brick in the Wall, Part 2
Another Brick in the Wall, Part 3
The Powers That Be
The Bravery of Being Out of Range
The Bar
Have a Cigar
Wish You Were Here
Shine On You Crazy Diamond (Parts VI-IX)
Sheep
In the Flesh
Run Like Hell
Déjà Vu
Déjà Vu (Reprise)
Is This the Life We Really Want?
Money
Us and Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse
Two Suns in the Sunset
The Bar (Reprise)
Outside the Wall
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]]>A Alpha esteve presente no evento warm up para a imprensa e convidados, que aconteceu no Cineclube Cortina, espaço aberto há pouco tempo mas já consagrado na vida noturna paulista. E, entre os destaques, as linhas operadas pela Viamobilidade (9-Esmeralda, 8-Diamante, 4-Amarela e 5-Lilás) funcionarão de forma estendida, até às 2 manhã, mesmo após o fim do festival. Segundo a empresa, também foi feita uma parceria com a concessionária de forma que trens expressos circulem partindo da estação Pinheiros até a estação Autódromo – a mais próxima do local dos shows.
De acordo com Francesca Alterio, diretora de Festivais e Marketing da Time 4 Fun, o plano operacional para o transporte público nos dias do festival ainda não está completo. Os organizadores estão conversando com o setor público, como a prefeitura, a SPTrans, o Metrô, a CPTM, e em breve mais detalhes serão revelados. “O público do Primavera Sound São Paulo é uma das comunidades que mais cresce no mundo. Tenho certeza de que qualquer Primavera Sound gostaria de ter um público assim, tão amoroso, atencioso e que vibra junto com a gente”, afirmou Alfonso Lanza, CEO
Outra revelação feita durante a coletiva é que teremos edições do Primavera na capital paulista pelos próximos 10 anos. O contrato começa a valer a partir deste ano e vai até 2033. Segundo os organizadores do evento, a proposta é expandir cada vez mais a seleção de artistas e poder apresentar novas sonoridades para quem se aventurar no Autódromo de Interlagos. O curador do festival, Pedro Antunes, comentou “A intenção do Primavera é que você ouça coisas fora da sua bolha”.
Sobre a curadoria, muito se foi falado – e observado – do selo de equidade de gênero do Primavera Sound já que o line-up equilibra artistas de raças e gêneros diferentes, buscando uma igualdade, uma das pautas mais relevantes e importantes de serem tratadas hoje em dia. A edição deste ano foi inclusive premiada com o Selo Igual do WME (Women’s Music Event). Pedro Antunes, booking da T4F falou sobre a difícil missão de chegar os nomes que irão se apresentar e convidou o público para aproveitar o Primavera na Cidade, shows que acontecem nos dias que antecedem o festival, com um clima mais intimista para que os fãs tenham uma experiência completa do evento.
Agora falando sobre a estrutura, quem esteve presente na coletiva pôde ter acesso ao mapa de como será a distribuição dos palcos no Autódromo. São 4 palcos distribuídos entre os portões 7, 8 e 9. Não é possível saber, por enquanto, a distância entre os palcos, e se a configuração será mais parecida com o Lollapalooza ou com o The Town. A novidade deste ano será o palco TNT Club, que poderá reunir até 700 pessoas ao mesmo tempo, recebendo artistas da música eletrônica, trap e rap. Além disso, o Primavera Sound será transmitido pela Rede Globo, por meio do canal Multishow e pelo streaming Globoplay. A novidade foi anunciada também durante a coletiva, que ainda levantou temas como a importância do ESG (Environmental, Social and Governance) resolvendo questões ambientais e de sustentabilidade no meio do festival. Responsável pela área de ESG da T4F, Monique Pini apresentou as iniciativas, que vão desde coleta de resíduos e consumo consciente, através da reutilização de todos os palcos e cenografias, por exemplo; passando pela parceria com o Greenpeace, que irá levar para Interlagos um DOMO para uma experiência imersiva na floresta como forma de conscientização para o público.
O Primavera Sound teve origem em Barcelona em 2001 e, atualmente, acontece em cidades como Barcelona, Porto, Buenos Aires, Bogotá e Assunção. Em São Paulo, o festival chega à sua segunda edição, sendo a primeira delas com realização da T4F.
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]]>O sábado (04) contou com apresentações de Hodari, Jaden Hossler, Machine Gun Kelly, Halsey e, fechando a noite, o trio eletrônico Swedish House Mafia, que não vinha ao Brasil há 12 anos. Estes últimos, apesar do estrondoso sucesso no exterior, por aqui, não são atrações de grande popularidade, sem conseguir cumprir a missão de lotar o estádio como ocorreu na edição passada.
Os primeiros de sábado, Hodari e Jaden Hossler, foram os que mais sofreram o baque, apresentando-se para uma plateia pequena distribuída entre os setores Paddock (o mais caro e bem em frente ao palco, mas não necessariamente o setor com mais fãs dos artistas), pista vip box (pista premium), pista e cadeira inferior. Neste dia, a cadeira superior não chegou a ser aberta devido a pouca quantidade de ingressos vendidos, deixando então quem comprou ingresso para este setor descer para a inferior, rolando assim um upgrade.
Hossler passou grande parte do show elogiando o Brasil e, claro, deu seu melhor levando os hits da recente carreira, entre eles, “Chrome Hearted”. Machine Gun Kelly, que subiu ao palco na sequência, se apresentou para um público fiel, que cantava todas as suas músicas, tanto as da sua fase rap quanto as de pop punk, como “God Save Me”, “Bloody Valentine”, “Forget me too” e fechando com “My ex’s best friend”. MGK, diferente de Jaden, demonstrou estar incomodado com a plateia vazia e desanimada assim que deu início a uma versão em português de “Dança Kuduro” e não receber uma reação calorosa do público, parando o show para perguntar “será que eu estou nos Estados Unidos?”, fazendo referência ao baixo entusiasmo das plateias norte-americanas. O grande destaque do primeiro dia foi Halsey, mesmo não sendo a responsável por fechar a noite. Com pirotecnia e show de luzes, a artista entregou um show completo mesclando sucessos dos seus primeiros álbuns e faixas mais recentes, “Manic”, “If I Can’t Have Love, I Want Power”, “Eastside” e “Closer” (em uma versão mais rock). Com uma presença de palco impactante, Halsey elogiou o público brasileiro como um dos seus favoritos no mundo e se emocionou com o coro de “Halsey, eu te amo”.
Com leve atraso e começando após às 21h30, o trio Swedish House Mafia – formado por Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso – fechou a noite com uma entrada impactante, de muitas luzes e bastante fumaça, comum nos shows eletrônicos. Os três DJs se revezaram no microfone, interagindo com o público. Sucessos não ficaram de fora, como “Leave The World Behind” e “More Than You Know”, levando ao ápice da noite, quando tocaram a mais conhecida: “Don’t You Worry Child”.
O domingo (05), segundo dia do festival GPWeek, contou com mais pessoas ocupando o estádio do Allianz Parque, sol durante a tarde e queda da temperatura ao anoitecer. Nada impediu o público de curtir um dia memorável de shows. Os portões abriram novamente às 13 horas, e a parte externa já estava com filas de pessoas ansiosas para aproveitar o segundo dia de festival. Sendo a primeira atração do dia, as irmãs gêmeas Tasha & Tracie, que anteriormente já se apresentaram no “Rock in’ Rio” e do festival “The Town”, subiram ao palco por volta das 14h20. As gêmeas do Jardim Peri, Zona Norte de São Paulo, sendo umas das principais expoentes do rap nacional, levaram para o palco o melhor do rap e funk, sempre enaltecendo e explorando elementos da cultura brasileira, especificamente da periferia de São Paulo, onde elas cresceram. Em seu repertório, cantaram seus maiores sucessos, como: “Diretoria”, “SUV”, “TANG”, “Sou Má” (parceria com Ludmilla) e deixaram um gostinho de quero mais com “Desce Licor 43”, música de seu último álbum “Yin Yang”, lançado esse ano, em parceria com o Kyan e o Rapper Gregory.
Com um intervalo aproximado de uma hora entre os shows, Iza sobe ao palco em uma entrada triunfante. Toda poderosa, ela embala o público com canções de seu novo álbum “Afrodhit”, mas não deixa para trás seus principais hits, como “Mó paz”, “Gueto”, “Dona de Mim” e “Pesadão”. Iza esbanja simpatia conversando com o público durante o show e descendo do palco para animar as pessoas que estavam na grade.
Logo após, o duo eletrônico nova iorquino SOFI TUKKER deu um show que manteve a energia do público nas alturas. Com uma performance eletrizante e, além de elegante, o duo surpreendeu a maior parte do público, que não sabia que a cantora alemã Sophia falava e cantava algumas de suas canções em português, como “Matadora” e “Jacaré”. Sophia falou sobre sua paixão pelo Brasil e, inclusive, chamou ao palco duas artistas nacionais, a Mari Merenda e Sofia Ardessore, que foram descobertas por um vídeo musical na rede vizinha. O duo fez até uma música com as brasileiras, “Veneno”, que em breve será oficialmente lançada.
A noite esfriou mas logo o músico multi-instrumentista Thundercat subiu ao palco para agitar e esquentar o público, que já estava ansioso para ver o headliner da noite. Thundercat, baixista virtuoso, entregou tudo nessa “abertura” de show para Kendrick Lamar. O músico apresentou músicas mais populares como “Dragonball Durag” e “Them Changes”, além de hits do seu disco “It Is What It Is” como “How Sway”, que destaca a complexidade de suas composições.
Criou-se um suspense para receber ao palco a estrela da noite quando as luzes do estádio apagaram por volta das 21h27, e, claramente, a expectativa do público aumentou. E não à toa: o rapper headliner do festival Kendrick Lamar, que se tornou o primeiro artista do universo pop a receber o prêmio Pulitzer na categoria música, com seu 4º álbum “DAMN”, subiu ao palco pontualmente às 21h30 e enfileirou hits atrás de hits levando o público à loucura. Seu repertório contou com músicas de seu álbum “To Pimp a Butterfly” (tendo o Thundercat como baixista) até o mais recente “Mr. Morales & The Big Steppers”. E, claro, os sucessos de “DAMN” não ficaram de fora, “HUMBLE”, “LOYALTY” e “ELEMENT” fizeram o público delirar e cantar junto nesta noite que, definitivamente, entrou para a história, que terminou com a grandiosa “Alright”. Kendrick Lamar havia passado pelo Brasil há quatro anos, no palco do Lollapalooza em 2019. Agora esperamos que ele não demore para voltar, porque se tem uma coisa que o público sentirá saudade é de um show que mesmo sendo minimalista, foi eletrizante.
*Crédito imagem: Adriano Vizoni/Folhapress
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